| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Fringillidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Carduelinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. chloris |
O verdelhão é uma pequena ave da ordem Passeriformes da família Fringillidae.
Ocorre na Europa, norte de África e sudoeste da Ásia. É essencialmente residente, embora algumas populações mais a norte possam migrar para sul. Esta ave também foi introduzida na Austrália, na Nova Zelândia e no Uruguai.
Seu nome científico significa: do (grego) Chloris, khloris, khloros = amarelo-esverdeado, verde pálido ou pálido. ⇒ Verdelhão.
Mede entre 14–16 cm de comprimento e é similar em forma e tamanho ao de um pardal. A coloração é essencialmente verde, com as asas e cauda de cor amarela. O macho do verdelhão apresenta um bico grosso espesso e cónico. Possui cor com tonalidade geral esverdeada, com as primárias amarelas e ponta das primárias escuras. A cauda bifurcada apresenta os lados amarelos. A fêmea difere ligeiramente do macho, apresentando tonalidades mais claras e acastanhadas. Os juvenis apresentam cores mais esmaecidas que as do adulto macho, com tons de castanho no dorso.
Possui dez subespécies:
Alimenta-se de sementes e ocasionalmente de bagas. Os juvenis poderão ser alimentados com insetos.
Nidifica em árvores e arbustos, constrói o ninho em forma de taça, colocando 3 a 8 ovos azul-claros com manchas pretas, incubados pela fêmea durante 12/14 dias. Nos jardins utiliza muitas vezes árvores de folhagem densa para nidificar como as laranjeiras e limoeiros. As crias nascem cobertas por uma fina penugem que mais tarde cairá para dar lugar às penas definitivas, permanecendo no ninho durante um período de 16 a 20 dias.
Outros hábitos…
Habita áreas agrícolas, jardins, parques e áreas com alguma floresta. Esta espécie pode formar grandes bandos fora da época de reprodução, por vezes misturando-se com outras espécies de aves formando bandos mistos.
Na época reprodutiva os machos realizam uma série de rituais para atrair a fêmea, levantando as asas e a cabeça, colocando a cauda em forma de abanador, ao mesmo tempo que soltam uma série de notas não muito melodiosas, com um ruído nasal, acabando com um forte assobio.
Distribui-se pelas áreas da Macaronésia (Canárias, Madeira e Açores), do mediterrâneo, temperadas, boreais e estepes da região paleártica. Inclui uma larga faixa que se estende do noroeste da África e do Oriente Médio ao sul até 70°N na Escandinávia e 62°N na Rússia, das ilhas da Madeira e das Canárias no oeste, por toda a Europa, Urais e Cáucaso até o oeste da Ásia. Foi introduzida nos Açores, SE Austrália, Nova Zelândia e Uruguai. É mais abundante nas terras baixas, onde chega a colonizar oásis do deserto, mas pode chegar a 1.400 m de altitude nas montanhas da Europa Central.